E o dever de casa, nada!


Para deputados, governo cobra dos brasileiros o preço dos seus próprios erros ao ampliar arrocho fiscal

2012.06.26 - PSDB - votação dos detaques no PNEMais uma vez os brasileiros terão que arcar com as consequências do arrocho petista, fruto direto da desastrosa política econômica do primeiro mandato. Nesta sexta-feira (27), deputados do PSDB destacaram que a nova contenção de gastos promovida pela presidente Dilma deveria dar lugar a uma verdadeira política de austeridade, começando com uma verdadeira redução dos gastos dispendiosos da máquina pública. Entre as novas “vítimas” dos cortes, estão o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o “Minha Casa, Minha Vida”, até então considerados prioridade.

Vítima de sua própria herança maldita, a petista resolveu intensificar o aperto nas contas do Tesouro Nacional, com novo aumento da carga tributária e corte adicional de gastos. Por meio de decreto, o governo fixou limites para as despesas dos ministérios com custeio e investimentos no primeiro quadrimestre, incluindo os do PAC. Vale lembrar que a atual presidente era chamada de “mãe do PAC” pelo então presidente Lula. 

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Nenhuma sinalização foi dada, porém, no sentido de reduzir a imensa máquina do governo federal, que tem 39 ministérios. Já insuficientes, os investimentos em obras serão, mais uma vez, prejudicados e o próximo passo será uma revisão, por meio de medida provisória, da desoneração das folhas de pagamento, que beneficiava diversos setores. As alíquotas mais que dobrarão a partir de junho.

Mais pobres sofrem – O deputado Rogério Marinho (RN) afirma que o governo tem primado pela incompetência e falta de cuidado com a administração das coisas públicas. Segundo ele, é lamentável a situação da economia por causa dos rumos tomados pela gestão do PT. “O pior é que nesse momento em que o Brasil está quebrado os ajustes são feitos nas costas dos mais pobres”, criticou o tucano.

As tesouradas e os reajustes promovidos deliberadamente nesse início do segundo mandato já anularam há muito tempo os efeitos de desonerações feitas em outros momentos tendo em vista nada mais que a corrida eleitoral. O arrocho provoca, inclusive, desemprego, que saltou de e 4,3% em dezembro para 5,3% em janeiro deste ano, maior patamar desde a crise mundial.

Para Marinho, todos os brasileiros estão sendo vítimas do estelionato eleitoral praticado pela presidente da República.  O tucano afirma que será preciso um esforço do Congresso para que outros caminhos possam ser encontrados.  Quanto ao PAC, o tucano destaca que o programa já é apático e não tem passado de uma peça de marketing.

PACderme – Os cortes no programa, na avaliação de Silvio Torres (SP), dizem respeito a algo que já aconteceria naturalmente. “As obras não vão deslanchar e o país, infelizmente vai perder mais tempo, pois aquilo que poderia ajudar na recuperação da economia vai só ficando para trás”, destaca. Enquanto isso, o tucano ressalta que cortar na carne não está nos planos do governo porque a presidente perderia o pouco de apoio que lhe resta, caso tentasse acabar ou reduzir o aparelhamento que seu partido promoveu na Esplanada.

Torres alerta que a presidente terá dificuldades em ver aprovada, no Congresso, sua medida que prevê mais impostos sobre a folha de pagamentos. Ele ressalta que até mesmo os petistas estão com receio de terem que apadrinhar tal iniciativa. “O Brasil está vivendo o pior dos mundos. Nós, da oposição, alertávamos para isso há muito tempo, mas a presidente e seu governo sempre negaram a realidade. Agora está em desespero, pois não sabem como sair dessa enrascada em que ele próprio se meteu”, avaliou.

Limite – O decreto limita os gastos de custeio e investimento dos ministérios em R$ 75,155 bilhões até abril. Se projetada até o fim do ano, a medida representa um corte de 22,5% no Orçamento de 2015, ainda não aprovado. Na prática, o governo tenta fazer um contingenciamento de R$ 65,5 bilhões. Esse número é quase o total da meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) prevista para 2015, de R$ 66,3 bilhões, ou 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país). 

(Reportagem: Djan Moreno/Fotos: Alexssandro Loyola)

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27 fevereiro, 2015 Últimas notícias 1 Commentário »

Uma resposta para “E o dever de casa, nada!”

  1. rubens malta campos disse:

    Parece-me que com o andar da carruagem fica mais visível o caminho do impeachment da moça

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