Sem dó nem piedade


Sem dar explicações aos brasileiros, Dilma vem recorrendo a verdadeiro “saco de maldades”

dilmaHá mais de um mês sem dar qualquer explicação dos seus atos aos jornalistas, a presidente Dilma vem promovendo um verdadeiro “saco de maldades”  que em nada lembra o discurso de campanha. Pior: muito do que vem sendo feito vai de encontro ao que era propagandeado pela petista. Relembre algumas das medidas anunciadas pelo Palácio do Planalto nas últimas semanas dentro de um alegado “ajuste fiscal” visando reparar, à custa do sacrifício de milhões de brasileiros, a desastrosa condução da política econômica por parte dos próprios petistas nos últimos anos:

Impostos em alta: “Sem reduzir o custo tributário, sem torná-lo mais próximo dos países que concorrem conosco, não seremos competitivos”, disse a petista em setembro de 2014. Puro teatro: estima-se que os brasileiros pagarão R$ 27 bilhões a mais em tributos neste ano. O Planalto anunciou no dia 19, por exemplo, aumento de tributos sobre a gasolina, importados, cosméticos e operações de crédito. Dias antes a Caixa havia anunciado o incremento nas taxas do financiamento imobiliário.

Veto ao reajuste da tabela do IR: no último dia 20, Dilma vetou o trecho de medida provisória que reajustaria a tabela do imposto de renda em 6,5%, percentual insuficiente até para repor a inflação do período. Também barrou o aumento da parcela de vencimentos isenta e dos valores deduzidos por dependentes e com despesas com instrução (educação).

Tarifaço de energia: o ano começou com uma notícia amarga – aumento na conta de luz, que pode chegar a 40%, segundo a Aneel. O reajuste contrasta com a declaração da então candidata Dilma, que em 5 de setembro de 2014 afirmou no Rio Grande do Sul: “Dizem que haverá uma tarifaço na energia elétrica. Incorreto. Não é assim que funciona.” Para piorar, os brasileiros amargam as consequências de apagões como o ocorrido na segunda-feira, dia 19.

Nova elevação dos juros: em decisão tomada no dia 21, o Copom subiu a taxa básica de juros para 12,25% ao ano. É a terceira vez desde a reeleição da presidente Dilma Rousseff que o governo dela aumenta a Selic – a primeira aconteceu apenas três dias depois da votação que deu vitória à petista. Segundo o discurso eleitoral da então candidata, a oposição “plantava inflação para colher juros”. Haja incoerência.

Pátria educadora?: o novo lema do governo levou um duro golpe já no começo do 2º mandato, com corte de R$ 7 bilhões no orçamento do Ministério da Educação. Além disso, o MEC anunciou nova medida que altera as regras do Programa de Financiamento Estudantil, com aumento das taxas de juros para o estudante que precisar recorrer ao Fies para poder estudar. Lembrando ainda que janeiro também será lembrado pela divulgação da nota zero na redação de meio milhão de candidatos que fizeram as provas do Enem.

(Reportagem: Thábata Manhiça/Foto: Luiz Macedo – Câmara dos Deputados)

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22 janeiro, 2015 Últimas notícias 1 Commentário »

Uma resposta para “Sem dó nem piedade”

  1. rubens malta campos disse:

    Bem explicadinho tudo isso fica mais fácil a população se conscientizar do estelionato eleitoral ocorrido no Brasil.

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